quarta-feira, 23 de março de 2011

UNE, UBES e UESMA manifestam apoio à greve dos professores

UNE, UBES e UESMA manifestam apoio à greve dos professores

A UNE (União Nacional dos Estudantes), UBES (União Brasileira Dos Estudantes Secundaristas) e UESMA (União Dos Estudantes Secundaristas Do Maranhão) subscreveram uma nota em apoio ao movimento grevista dos educadores do Maranhão, que luta pela implantação do Estatuto do Educador e outras reinvindicações que visam melhorar a qualidade na educação no Estado.
A greve já dura 22 dias e conta coma adesão da maioria dos educadores maranhenses. O Governo Roseana Sarney não está disposto a negociar com os professores e ingressou na justiça para barrar o movimento.
Roseana Sarney alega que não há recursos previstos no orçamento de 2011 para a implantação do Estatuto do Educador. Porém, o seu (des) governo tem gastado milhões com propagandas ludibriosas, com o intento de enganar e colocar a opinião pública contra os educadores.
O  SINPROESEMMA – entidade ligada à classe – está disposto a negociar e reafirma que a greve perdurará até que o governo atenda suas reivindicações.
Leia a nota das entidades estudantis, na íntegra:
“Observamos no Maranhão o resultado de um projeto de governo que perdura por mais de 40 anos, a oligarquia Sarney, responsável pela exclusão social do nosso povo. No setor educacional não é diferente essa forma atrasada e oligárquica de tratar a coisa pública que resultou na falência da rede estadual de ensino.
Diante da greve dos educadores que ocorre no Maranhão manifestamos o nosso apoio ao SINPROESEMMA nesta luta para conquista e garantia dos direitos dos trabalhadores e pela educação de qualidade:
1. A greve é legítima com a sua pauta acertada em defesa dos direitos da categoria, principalmente na aprovação do estatuto do educador e no reajuste salarial;
2. A melhoria das condições de vida do trabalhador da educação resulta em fortalecimento da qualidade educacional;
3. A greve chama a atenção da sociedade, proporcionando um amplo debate sobre a qualidade do ensino público no estado. O sucateamento das escolas no Maranhão é visível, principalmente na infraestrutura;
4. Estamos à mercê de uma precarização do trabalho em educação através de várias formas, os professores que não dão aulas em suas respectivas matérias, fato comum nas escolas, prejudica a qualidade de ensino;
5. Vale lembrar que são históricos os ataques da governadora Roseana Sarney aos trabalhadores e estudantes por meio de projetos fraudulentos como o tele-ensino que substituiu os professores em sala de aula por televisões. Os professores e estudantes maranhenses durantes décadas estiveram sem o direito de acesso ao ensino médio, com somente 54 escolas em 217 municípios vivemos esta triste realidade fortalecida nos governos eleitos pelo grupo oligárquico com a sua representante maior passando pelo seu 4º mandato. Os dados divulgados em 2010, pelo INEP, demonstra que das 20 piores escolas do Brasil, segundo as notas do ENEM, 5 estão no Maranhão. Estando como o estado com o maior número de escolas entre as piores do país;
6. Os estudantes da rede pública quando passam no funil do vestibular para a UEMA encontram um retrato do sucateamento e precarização na estrutura e nas condições de trabalho dos professores e servidores da educação superior. A Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão – FAPEMA distribuiu bolsas para aliados da governadora Roseana Sarney sem ao menos estarem inscritos em alguma pesquisa ou programa de ensino;
7. É absurda a falta de interesse em resolver o impasse causado pelo próprio governo com a categoria, prejudicando milhares de estudantes no estado, fato demonstrado pelas palavras do chefe da casa civil, Luis Fernando, quando declarou que “a greve é boa para o governo porque economiza dinheiro”. O governo está empenhado em divulgar a mentirosa propaganda de normalidade na rede de ensino com o dinheiro do contribuinte;
8. Convocamos os estudantes, pais e a sociedade maranhense em geral para uma ampla jornada em defesa da educação e de apoio aos educadores como forma de pressionar o governo na solução urgente  dos problemas da educação e na imediata aprovação do estatuto do educador.”

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